Observatório de Justiça e Conservação estreia programa para amplificar voz do terceiro setor

Análises críticas voltadas a temáticas relativas ao meio ambiente, saúde, educação e cidadania pretendem estimular a participação e o envolvimento populares para temas que, mesmo em tempo de polarizações, devem ser causas coletivas

quinta-feira, 03 de maio 2018

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Programa estreia na próxima segunda-feira, dia 07, às 07h.

Na próxima segunda-feira, dia 07, estreia o programa “Terceira Via – Um caminho de Justiça e Cidadania”, na rádio 95.7 FM. Ele será diário, de segunda a sexta-feira, das 07h às 09h, e é mais uma iniciativa do Observatório de Justiça e Conservação (OJC) para estimular a participação da sociedade em questões relativas a temáticas públicas para as áreas de meio ambiente, saúde, educação e cidadania.

“O OJC trabalha para lançar luz a assuntos, decisões, propostas e ações que fragilizam a conservação da biodiversidade, mas tem também como missão principal o convite à sociedade para a mobilização e a ação. O programa foi pensado para amplificar esse chamado e dar voz ao terceiro setor e às iniciativas da sociedade civil de modo geral”, explica Giem Guimarães, diretor-executivo do Observatório e idealizador da proposta. “Acreditamos que a comunicação de massa precisa ser uma ferramenta para o exercício da cidadania e exigência da transparência nas ações do poder público”, completa.

O programa vai promover a discussão de temáticas sobre cidadania, participação cívica, política, atualidades, dilemas urbanos, ecoturismo, tecnologia, inovação, soluções sustentáveis, inclusão social e igualdade, por exemplo.

Também vai dar destaque a pessoas que fazem a diferença em prol de uma sociedade melhor e contar com denúncias relativas a ações do poder público que gerem prejuízos para o bem estar da coletividade. “A agressão ao meio ambiente é uma das ações que mais ferem os direitos da maioria, que vê um direito constitucional violentado: o de contar com um meio ambiente ecologicamente equilibrado, promotor de incontáveis serviços ecossistêmicos”, lembra Aristides Athayde, advogado e vice-presidente do OJC. Aristides será o apresentador do programa.

O vice-presidente do OJC, Aristides Athayde, vai conduzir o “Terceira Via”

Participações confirmadas

Entre os participantes já confirmados como colunistas fixos do “Terceira Via” estão os professores do Grupo Positivo Fábio Vizeu e Renato Mocellin, para falar de “Carreira Engajada” e “História”, respectivamente; o diretor do Hospital Pequeno Príncipe, José Álvaro Carneiro, que vai abordar saúde e infância, além de tratar de temáticas relativas ao papel social promovido pelas iniciativas do Terceiro Setor, e Clóvis Borges, diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), cuja especialidade está na área da conservação da biodiversidade.

Jornalistas do portal de notícias Livre.jor – referência paranaense na apuração e denúncias obtidas a partir da análise de dados oficiais – vão falar de política e Natalie Unterstell – um dos principais nomes em mudanças climáticas no Brasil e na América Latina e mestre em políticas públicas pela Universidade de Harvard – vai conduzir a discussões relativas à mobilização e participação da mulher na sociedade.

No final da semana, artistas do movimento “#ParePresteAtenção!”, envolvidos na defesa, por meio da arte, da Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana da Ilha do Mel, vão contar com um quadro sobre “artivismo”. E chefe de cozinha Gabriela Quintana, chefe do restaurante Quintana, vai falar sobre “comida saudável” e “gastronomia verde”.

Todos os dias, o programa será gravado e posteriormente disponibilizado no site do OJC.

 

Pesquisa indica necessidade de mais voz ao terceiro setor

Antes de o programa ser lançado, uma pesquisa de opinião foi feita no mês de abril para que a demanda pela novidade fosse mais bem compreendida.

Dos respondentes, 63,6% reconheceram a necessidade de um programa de rádio diário voltado ao terceiro setor e afirmaram que “ainda há pouco conteúdo especializado sobre cidadania e mobilização”.

Quase 30% gostaram tanto da ideia, que se colocaram à disposição imediatamente para contribuir e mais de 39% disseram que a probabilidade de indicar o programa a outras pessoas e organizações de sua rede é “muito alta”.

 

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