Quem Somos?

O Observatório de Justiça e Conservação é uma iniciativa apartidária e colaborativa que trabalha pela conservação da Floresta com Araucária – ou Floresta Ombrófila Mista (FOM), na definição científica, – e dos Campos Naturais.

É resultado da união de entidades públicas, privadas, organizações não governamentais, universidades, pesquisadores e profissionais liberais que apoiam ou trabalham pela manutenção e incentivo à conservação dessas formações vegetais.

FLORESTA COM ARAUCÁRIA Área indígena de Mangueirinha - PR
Floresta com Araucária em área indígena de Mangueirinha – PR_Zig Koch
Campos naturais e capões de araucária - São José dos Ausentes - RS
União entre Campos Naturais e capões de araucária – São José dos Ausentes – RS_Zig Koch

“Justiça e Conservação”

Muitos dos abusos cometidos contra a Mata Atlântica e seus ecossistemas associados – dentre eles a Floresta com Araucária e os Campos Naturais – não chegam ao domínio público com a frequência e a transparência necessárias.

Pressões geradas pelo avanço além dos limites do uso do território para a pecuária, agricultura e silvicultura, associadas à inoperância de órgãos públicos que deveriam garantir a manutenção da biodiversidade em ambientes naturais do sul do Brasil contribuem com a construção histórica de um cenário de contínua degradação.

Foi para estimular e democratizar o conhecimento de temáticas relacionadas a essas duas formações – identificando e tornando públicas irregularidades que as ameacem ou aspectos positivos que as envolvam – que o Observatório de Justiça e Conservação foi idealizado, em julho de 2016. Nosso olhar para algumas das temáticas também ganha forma em matérias, reportagens especiais e demais conteúdos apresentados neste site.

A garantia da proteção de remanescentes nativos é a maior preocupação do nosso trabalho.  O termo “justiça”, destacado na logomarca, remete à busca por maior transparência e a defesa que fazemos da necessidade do cumprimento da Lei. O “ação” reforça a importância da mobilização pública e coletiva para envolver, sensibilizar, exigir e transformar.

O que o Observatório de Justiça e Conservação pretende é estimular o conhecimento sobre a Floresta com Araucária e os Campos Naturais e trabalhar de modo intransigente para que se cumpram os princípios legais de transparência e publicidade dos atos praticados por agentes ou órgãos governamentais.

Isenção e critério

Nosso trabalho é completamente isento de posicionamentos políticos, influências comerciais ou finalidades lucrativas. Todas as abordagens são norteadas por dados públicos e legislações que asseguram a proteção dos ambientes naturais. Por fim, as análises são criteriosamente respaldadas por pesquisadores, técnicos e especialistas em diferentes áreas.

Envolva-se

Para acompanhar as novidades apresentadas pelo Observatório de Justiça de Conservação e apoiar a manutenção e proteção da Floresta com Araucária e dos Campos Naturais, fique atento às nossas atualizações.

Se sua intenção for denunciar alguma irregularidade percebida nesses ecossistemas, compartilhar uma boa prática ou sugerir uma abordagem, entre em contato conosco.

As denúncias passarão pela análise da equipe do observatório e posteriormente serão encaminhadas a profissionais do Ministério Público do Paraná, responsáveis por conduzir o projeto Mata Atlântica em Pé, lançado em agosto de 2016. A iniciativa busca identificar ações ilegais de desmatamento cometidas nos últimos dez anos, encontrar os responsáveis e envolvidos nas situações e cobrar reparação integral e compensação dos danos.

Envolva-se! A biodiversidade do sul do país pede socorro. Seu apoio é necessário. E é urgente.

 

Comitê gestor:

 

Giem Guimarães – empresário, mestre em International Business Law pela Universidade de Viena e em Administração e empreendedorismo pela Universidade Positivo e pós-graduado em Marketing pela Universidade da California. É também acionista e membro do conselho de administração do Grupo Positivo. Foi presidente da Posigraf, da ABIGRAF-PR (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) e diretor da FIEP (Federação das Indústrias do Paraná). Há mais de 15 anos, é conselheiro da SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental). É também conselheiro e um dos fundadores do Instituto LIFE e do Instituto Positivo. Sua atuação empresarial destaca-se pela defesa da conservação do patrimônio natural.

Clóvis Borges – formado em Medicina Veterinária e mestre em Zoologia, é diretor-executivo da SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental). Fellow da Ashoka, também afiliado à Fundação Avina, membro do Conselho Consultivo do FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e vice-presidente do Conselho Deliberativo do Instituto LIFE, instituição que gere a Certificação LIFE.

Claudia Guadagnin – jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), é pós-graduada em Antropologia Cultural. Reúne experiência em diversas áreas do jornalismo e soma anos de vínculo com o tema da conservação da biodiversidade. Além de reportagens voltadas à temática, já produziu cartilhas, um livro e se envolveu em diferentes lutas relacionadas à proteção da Floresta com Araucária, dos Campos Naturais e da Mata Atlântica.

Zig Koch – fotógrafo profissional há 31 anos com ênfase em fotografia de natureza, turismo e viagens. É autor das fotografias de 14 livros e 25 exposições individuais sendo quatro internacionais. Suas produções ilustram calendários, relatórios anuais de empresas, ONGs e peças publicitárias. Foi premiado em diversos concursos, entre eles o Nikon Photo Contest International 2007 e o Wildlife Photographer of The Year 2013. Ministra cursos, palestras e promove vivências fotográficas em locais pouco convencionais no Brasil e na América Latina. Também é sócio fundador da Associação de Fotógrafos de Natureza do Brasil (AFNatura).

Aristides Athayde – empresário e advogado, é especialista em Direito Internacional e Ambiental e mestre em Negócios Internacionais e Direito Ambiental pela Northwestern University. Foi assessor especial para assuntos internacionais do Governo do Paraná, corregedor da Junta Comercial do estado, membro do Conselho de Administração da Ambiental Paraná Florestas S.A e chaiperson do Comitê de Legislação da Câmara Americana do Paraná e do Comitê de Energias Renováveis da Câmara Americana de Ontário. É Fundador do Hub Verde, curador da Fundação João Bigarella (FUNABI) e membro do Instituto Paranaense de Relações Internacionais e da Academia de Cultura de Curitiba (ACCUR). Por mais de uma década, lecionou Direito Internacional Privado e Negociação Internacional na UNICURITIBA.

Camila Agibert Maia- advogada, especialista em Gestão Ambiental pela UFPR e em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, tendo como linha de pesquisa a tributação ambiental. É membro da Comissão de Direito Ambiental da OAB-PR, já atuou em projetos de engenharia ambiental e florestal e possui experiência em Direito Empresarial.

Gilson Burigo Guimarães – geólogo, mestre e doutor em Ciências (Petrologia), é professor associado do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Vinculado a grupos de pesquisa do CNPq dedicados ao estudo do patrimônio natural e membro do Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas (GUPE), trabalha na valorização e divulgação da geodiversidade e do patrimônio geológico e suas inserções nas estratégias de conservação da natureza e de promoção do patrimônio cultural.

Henrique Simão Pontes – geógrafo, técnico em meio ambiente, mestre em gestão do território e doutorando em geologia ambiental, é membro do Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas (GUPE) e do Grupo de Pesquisa CNPq/UFPR geoconservação e patrimônio geológico. Também realiza pesquisas sobre o patrimônio espeleológico e geodiversidade de ambientes subterrâneos com foco na conservação da biodiversidade.

Emerson Antonio de Oliveira – graduado em Agronomia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, é mestre e doutor em Engenharia Florestal/ Conservação da Natureza pela UFPR. Atuou por oito anos como técnico especializado do Ministério do Meio Ambiente (MMA) no Departamento de Áreas Protegidas e no Núcleo da Mata Atlântica e Pampa, na ampliação e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Desde abril de 2011 é coordenador de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Também é coordenador e membro fundador do Observatório de Conservação Costeira do Paraná (OC2) e membro do Comitê Mundial de Áreas Protegidas da International Union for Conservation of Nature (IUCN).

Wigold Bertoldo Schäffer – conservacionista, formado em administração. Tem experiência em coordenação de projetos ambientais, planejamento de projetos e programas, captação de recursos e coordenação das atividades de execução de projetos, incluindo coordenação de equipes e desenvolvimento de normas ambientais. As experiências foram adquiridas em 12 anos de trabalho voluntário junto à ONG Apremavi (Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida), da qual é fundador, e em 11 anos de trabalho com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). É Fellow da Ashoka, fotógrafo, cinegrafista e editor de vídeos socioambientais.