Conservacionistas buscam diálogo com setor florestal para que paisagem natural e biodiversidade paranaenses sejam conservadas

É necessário e urgente avaliar os limites de expansão de espécies como pinus e de outras exóticas na região dos Campos Gerais. Posteriormente, será buscada aproximação com outras atividades, como mineração e agricultura

segunda-feira, 04 de dezembro 2017

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Clóvis Borges, diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação ambiental (SPVS)_OJC

O Observatório de Justiça e Conservação (OJC), junto com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Mater Natura, Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (APREMAVI), Laboratório de Mecanização Agrícola (LAMA) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), e Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) participaram na última quinta-feira, dia 30 de novembro, de um diálogo durante o Fórum Florestal Paraná, coordenado pela APREMAVI, em Colombo, no Paraná. O encontro ocorreu na Embrapa Florestas e contou com a participação de representantes de empresas do setor madeiro, como Klabin, Arauco e Westrock.

A intenção da conversa foi buscar abertura para uma aproximação com a intenção de estimular corporações privadas com atuação na região do segundo planalto paranaense a colaborar com a construção de uma agenda regional para a conservação da biodiversidade – envolvendo remanescentes de Campos Naturais e de Floresta com Araucária – e dos elementos que compõe a rica geodiversidade da região. Nas últimas décadas, ocorrem amplos avanços no uso do território do segundo planalto para atividades de agricultura e silvicultura, deixando poucas áreas naturais remanescentes bem conservadas.

Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS destacou que a tentativa de unir em uma conversa representantes de Organizações Não Governamentais (ONGS), da universidade e empresas é um esforço para mostrar que, com diálogo e disposição de todas as partes, ajustes no uso do território são possíveis. “Podemos iniciar um arranjo que garanta condição para  que a paisagem natural e a biodiversidade do segundo planalto do Paraná sejam conservadas. Para isso, acreditamos que um bom início é um entendimento com o setor florestal. Posteriormente será buscada aproximação com outras atividades, como mineração e agricultura. Acreditamos numa condição de abertura para uma discussão lúcida e de alto nível nessa direção”, defendeu.

Para o vice-presidente do OJC, Aristides Athayde, algumas empresas e empresários já têm evoluído suas percepções sobre a importância da conservação e a possibilidade de ela conviver em harmonia com os negócios. “Esperamos que esse sentimento seja compartilhado e reforçado no setor e que as corporações, cada vez mais, entendam que é necessário e urgente avaliar os limites de expansão de espécies como pinus e de outras exóticas na região dos Campos Gerais”, defendeu.

Posteriormente, será buscada aproximação com outras atividades, como mineração e agricultura_OJC

 

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