Dia Nacional da Araucária pede análise sobre violento histórico de degradação da espécie e da floresta que a abriga

Confira uma seleção de conteúdos que indicam por que a exploração da Floresta com Araucária continua tão abusiva e reforçam a necessidade de permanente atenção a esse ecossistema

quarta-feira, 21 de junho 2017

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Araucária cortada em São José dos Pinhais – PR_Zig Koch

No próximo sábado (24), é Dia Nacional da Araucária. A espécie que integra a Floresta com Araucária – ou Floresta Ombrófila Mista (FOM) – junto com outra centena valiosa de exemplares de fauna e fauna, infelizmente, já figura na lista da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) na categoria de “risco extremo”. Esse é o último nível de alerta antes de ser considerada extinta. A condição é resultado de décadas de exploração irresponsável e omissão do poder público, pouco interessado em comprometer-se com políticas públicas capazes de mitigar com eficiência e estancar a degradação.

A qualidade da madeira, leve e sem falhas, fez com que a araucária ocupasse o topo da lista das exportações brasileiras entre as décadas de 1950 e 1960. Calcula-se que só entre 1930 e 1990, pelo menos 100 milhões de exemplares da espécie tenham sido derrubados no país.

Hoje, estudos indicam que os severos índices de fragmentação da FOM fizeram a espécie ter sua variabilidade genética reduzida em 50%. Isso porque, durante o tempo em que a degradação predominou, os exemplares cujos genes eram responsáveis pela garantia de características particulares às árvores foram priorizados para o corte por fornecerem madeira de melhor qualidade e em maior quantidade.

Para lembrar a data e reforçar a importância dessa espécie tão valiosa quanto ameaçada, reunimos alguns conteúdos veiculados pelo Observatório de Justiça e Conservação. São artigos de opinião, sugestões de pautas que fizemos à imprensa e renderam reportagens e dicas de conteúdos interessantes. Relembre:

 

  • Por que o aumento da destruição da Mata Atlântica não surpreende (João de Deus Medeiros) – http://www.justicaeco.com.br/opiniao/por-que-o-aumento-da-destruicao-da-mata-atlantica-nao-surpreende/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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