Parasita

terça-feira, 10 de março 2020

No último domingo (09) Bong Joon-ho, cineasta sul-coreano, fez história. Seu filme “Parasita”, foi a primeira produção completamente estrangeira à Hollywood a vencer o Oscar de melhor filme – além dos prêmios de melhor filme internacional, melhor diretor e melhor roteiro original.

O filme é uma crítica sobre a diferença de classes econômicas na Coreia do Sul, mas, como o próprio diretor disse perceber depois, “todos vivemos no país Capitalismo”, o que torna essa narrativa uma história universal.

Em “Parasita”, uma família muito pobre se infiltra, valendo-se de diversos talentos invisíveis à sociedade, em uma família muito rica. A relação entre esses dois universos tão distantes (e os segredos escondidos e secretos de cada um) vão eclodir em um dos maiores espetáculos cinematográficos recentes.

O OJC Indica desta semana indica este longa para lembrar que há, dentro dele, também uma importante reflexão ambiental e política. Na famosa sequência da enchente, que destrói as casas dos mais pobres, fica evidente algo que sempre lembramos: mais cedo ou mais tarde, todos sofrerão com os efeitos das mudanças climáticas. A começar, sempre, pelos mais necessitados e carentes de políticas públicas essenciais.

Assista “Parasita” e depois olhe para Brumadinho, Mariana. Lembre das pessoas que perderam suas casas nas recentes enchentes em São Paulo, Belo Horizonte, no Litoral do Paraná. Do óleo nas praias do Nordeste, das queimadas. Depois pergunte-se sobre quem são os maiores responsáveis pela destruição ambienta. Quem lucra com desmatamento, com as queimadas, com a poluição das águas, com a floresta no chão? E chegaremos à conclusão de quem são, realmente, os grandes “parasitas” do nosso Planeta.