Chernobyl

quarta-feira, 14 de agosto 2019

A verdade não se importa com o que queremos. Não se importa com os nossos governos, ideologias ou religiões. Ela ficará à espera para sempre”. É um tanto perturbador que essa frase – contida em um diálogo da série Chernobyl – ainda cause estranhamento.
Esperava-se que nossa civilização, após mais de 50 mil anos de evolução, tivesse entendido que ficções ou convicções individuais nada representariam quando entrassem em choque com fatos, com a realidade. Mas hoje, passamos por um momento em que esse entendimento parece, assustadoramente, raro. 😢
O OJC Indica dessa semana, a minissérie “Chernobyl”, do canal norte-americano HBO, vem do Eduardo Ruchinhaka (@eduardoruchinhaka), responsável pelas produções audiovisuais do OJC.
Escrita e produzida por Craig Mazin, ela conta com cinco episódios que flutuam cronologicamente por diferentes fatos importantes, capazes de explicar o drama e as causas do mais famoso acidente nuclear de todos os tempos: o desastre de Chernobyl, ocorrido em 1986, na Ucrânia.
Bombeiros, cientistas, políticos, soldados e mineiros – pessoas das mais diferentes classes sociais e formações – sacrificaram-se por uma tragédia que poderia ter sido evitada se, como humanidade, não tivéssemos o costume de considerar recursos ficcionais, artificiais, individuais e financeiros como mais importantes que os naturais, coletivos e factuais.
Vendo a série, você vai refletir sobre o conceito da palavra “prejuízo”. E não se trata dos financeiros somente. Mas ambientais, sociais, naturais e morais. Prejuízos à milhares de vidas. Esses sim, infinitamente mais graves e irreparáveis, como revela a história.
Chernobyl pode ser vista na HBO, ou no serviço de streaming da HBO, o HBO Plus. Você pode acessar a série também em bit.ly/SérieChernobyl. 🔥☠️